domingo, 1 de setembro de 2013

Maioria dos brasileiros não têm hábito de ler para crianças

Embora 96% da população afirme reconhecer a importância do incentivo à leitura, só 37% leem para os pequenos, diz pesquisa da Fundação Itaú Social


Crianças no ponto de leitura da favela Caracol, complexo da Penha, no Rio de Janeiro

Mulheres com idades entre 25 e 44 anos pertencentes às classes A e B e com ensino médio ou superior completo compõem o perfil de quem mais estimula a leitura nas crianças. As mães aparecem na primeira posição e tios e tias vêm logo em seguida. Pais ficam no terceiro lugar no ranking de parentes que mais se dedicam a incentivar o gosto pela leitura nos mais novos. Enquanto nas classes mais altas, os pais são vistos como os grandes responsáveis por estimular os filhos, nas classes D e E a escola ganha destaque maior.
Um quarto das pessoas ouvidas afirmou ler semanalmente para crianças. A grande maioria considera que, desta forma, estreita relações afetivas com o menino ou menina. Quase 90%, porém, admite que poderia se esforçar mais na tarefa. A leitura é reconhecida como importante em todas as regiões. Mais da metade dos entrevistados acredita que a criança deve ser estimulada a ler desde muito cedo porque isso ajuda no desenvolvimento cultural e intelectual. Outros 36% citam que a formação educacional recebida é responsável por criar o hábito da leitura em adultos.
Leitura na infância – Questionados sobre a própria experiência, 60% dos entrevistados afirmaram que, durante a infância, não contaram com a ajuda de um adulto na leitura. A maioria ressalta que gostaria que isso tivesse ocorrido. Entre os 40% que passaram pela experiência, a maior parte pertence às classes A e B, tem entre 16 e 34 anos e concluiu o ensino superior.
Postado:Luana Meurer

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